Frequências de Brilho

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Day sobre Consciência

Consciência



Lecionando desde o fim da década de 90, Christine Day é a canalizadora da técnica Frequências de Brilho ao plano terreno. Palestrante e professora, Day percorre o mundo divulgando o método que, a cada sessão aplicada, emociona e provoca as mais diversas mudanças em quem recebe.

Segundo palavras da própria Christine: “É algo maravilhoso estar agora tão alinhada e sentir-se parte da Consciência Universal em um nível completamente novo, percorrer os caminhos do mundo com o coração renascido e poder sentir a profundidade de tudo que nos cerca. A minha gratidão cresce à medida que eu continuo a me desdobrar em minha própria direção”.

A conversa que segue ocorreu na manhã de 22 de outubro de 2011, no quarto dia de formação do módulo IX de Frequências de Brilho, em Imbassaí, litoral norte da Bahia. Em determinado momento, Gilberto Katayama pergunta o que é de fato consciência. Day responde algo como consciência sendo o aspecto divino que nos conecta ao todo e à nossa própria unicidade. A partir de então tem-se o início da gravação de uma conversa tão inspiradora quanto emocionante.

O diálogo tem cerca de 51 minutos e a transcrição abaixo é minha, com pequenas adaptações para permitir a fluidez da leitura. Agradeço muito Cibele Mambrini por ter gravado a conversa e JR Boldin pela gentileza de ter me enviado o arquivo, que, aos que desejarem, pode ser ouvido e baixado aqui. A cópia e a divulgação do texto é livre, tanto para difundir a técnica de FDB como para o despertar de cada um.

Por fim, eu dedico esta leitura a ti, Deus Único Infinito, criador do tempo, do espaço, da matéria, da energia, da biologia e da consciência, que agora lê estas palavras em sua forma humana.

...

Gilberto Katayama – Hoje de manhã veio a mim que eu, como ser humano, achando que eu tenho um sistema todo mais evoluído que uma formiga, observo que ela tem um sistema distinto de comunicação de comunicação, enquanto o nosso é verbal e não verbal.

Christine Day – Tem razão, eles têm comunicação telepática, o que é muito mais claro.

Gilberto Katayama – Aí eu me senti pequeno perto de uma formiga.

Christine Day – Sim, a arrogância do humano. Um tempo atrás percebi que eu seria não a montanha, mas o vale. Tenho trabalhado, me movimentado na direção de vivenciar o desapego em relação a tudo ao meu redor. Ser nada, tornar-me nada. E isso tem sido uma jornada muito importante em desmantelar qualquer aspecto do ego, pois você se torna tudo quando você se torna nada, você se reúne ao coletivo. Você se sintoniza com uma energia outra que não a arrogância. E a arrogância aqui é insidiosa. A arrogância penetra, alimenta; e nós não precisamos alimentar isso, precisamos nos tornar menos.

Gilberto Katayama – Me veio assim que todos os seres vivos, exceto eu, ser humano arrogante e prepotente, quando desenvolvi essa capacidade de dar significado a tudo, e entrei na arrogância e prepotência, vejo que cada ser vivo sabe exatamente o papel dele cumpre seu papel.

Christine Day – Nós quebramos e destruímos a natureza, nos poluímos, eu sei, e por isso, em nós mesmos, devemos nos tornar menor e nos tornar uma grande alegria, ser uma gota de água em uma flor, simplesmente ser.

Gilberto Katayama – Não tem nada a ser feito, simplesmente estar aqui.

Christine Day – É exatamente isso, não tem nada a ser feito, somente ser. E nós paramos neste plano, esmagamos as coisas ao caminharmos, em vez de caminhar de forma gentil e consciente, com amor, sem destruir. Tem tantos elementos a serem considerados.

Gilberto Katayama – Nós fomos condicionados a fazer isso.

Christine Day – Nós fomos condicionados a muitas coisas, e depende de nós dar os novos passos. E a beleza no momento de ser isto trás muita alegria, você se conecta e se interconecta a tudo, não existe nada mais além disso. É apenas sair, e ser, mas nos temos toda esta postura de ocupação, de importância, e tudo isso tem que cair por terra, se você assim decidir. Então você dá à flor todo o respeito e a honra que você dá a si mesmo. Isso é tudo.

Gilberto Katayama – Mas não através da mente.

Christine Day – Não. Está tudo aqui (Christine Day toca o coração). É aqui que a verdadeira felicidade se encontra, onde a transformação é tão importante.

Dirce Katayama – Entre eu tentar ser nada e realmente não ser nada, existe um fio muito tênue. Como distinguir?

Christine Day – Coloque a mão no coração, traga sua consciência e sinta seu sentimento crescer ou cair. A questão que você se coloca ou fica mais forte – e é verdade, ou desaparece – então não é verdade. O coração somente vai sustentar a verdade e a verdade a partir dele se expande. Caso contrário, o ponto em questão fica cada vez mais fraco e se torna nada. É como “
sim, tenho minha missão no mundo e tenho feito meu trabalho”, mas tem um momento que se acaba, se acaba. Eu não me apego. Posso simplesmente sentar e ser nada, como estar aqui (lecionando FDB) e ser nada. É o desapego a ser seja o que for, Espírito me trouxe aqui. Eu estava na Austrália, apenas uma pessoa comum lá, tinha meu próprio caminho, mas por meio de todas as portas que se abriram eu me comprometi com o meu fluxo, para onde quer que me leve e seja de que forma for. Meu fluxo me trouxe aqui neste momento, e eu confio nisto. Mas eu não tenho apego a isso, pois tenho compromisso em seguir o meu caminho.

(Comentários particulares)

Christine Day – Esse é o ponto, você tem que se manter desapegado, nos temos o nosso entorno e todos as pessoas que querem te ter de certa forma e nada disso deveria prevalecer. O desapego deveria ser tanto para aqueles que te amam ou que te odeiem, que pensem que você é maravilhoso ou que achem que você não é nada. Existem diferentes seduções, mas existem as seduções que realmente não têm conteúdo, que não te levam ao coração, o coração não as sustenta.

Gilberto Katayama – Um dos textos falava sobre verdade, e eu ia justamente perguntar o que é verdade, mas você já respondeu, a verdade vem do coração. Mas não é um sentimento.

Christine Day – Existe apenas uma verdade universal, que existe em todo o universo, não tem como você criar sua versão particular da verdade: “
essa é a minha verdade”, isso é o ego. É importante, assim, seguir a verdade do universo. E isso é parte da autodevoção, permitir-se ser, existem muitas parte e camadas para isso, e é tão simples, tão simples, como toda a verdade é. Mas a mente do ego quer enlouquecer, o ser humano tridimensional se perde nisso.

Miklos Burger – Como podemos ajudar outras pessoas? Com frequência elas estão nas próprias experiências e achamos que estamos ajudando, mas na verdade só interferindo.

Christine Day – Você pode ajudar as pessoas amando-as. E as honrando exatamente onde elas estão. Se elas fazem uma pergunta, nos podemos responder, mas se não perguntam nada, não temos direito nenhum de trazer o que quer que seja adiante. Pessoas recebem mais de nós quando vivemos e nos comportamos de maneira verdadeira com nós mesmos do que quando tentamos fazer algo por elas. É outra arrogância do ser humano achar que podem ajudar, achar que podem consertar outra pessoa. Quando você tiver um impulso forte de ajudar, traga tudo de volta para seu coração, pois á lá que tudo se encontra, não em outro lugar.

Miklos Burger – E em relação ao trabalho voluntário, como ONGs que trabalham na África, isso é positivo?

Christine Day – O que muitos fazem é deixarem a si mesmos e partir em busca de outras pessoas. Tem tantas pessoas que querem salvar o planeta e salvar os famintos e na maioria do tempo elas não estão com elas mesmas, elas se afastam de si mesmas e não foi isso que elas vieram fazer aqui. E o fato é que as pessoas não precisam ser salvas, elas estão aqui para vivencias as próprias experiências, além do quê, a morte é realmente algo que não existe. As pessoas pré-acordaram em vir para cá e ter as próprias experiências, seja onde for.

Gilberto Katayma – Entendo o que você diz, mas aparentemente é uma forma dura, é aparentemente injusta.

Christine Day – Foi injusto eu ter sido uma criança abusada, torturada, mas sabe o quê, foi a minha experiência. E eu passei por isso. Hoje parece que nada nunca aconteceu comigo porque eu fui a um lugar, em uma vivência consciente de verdade, e quando se atinge isso tudo mais desaparece. Até mesmo a mais profunda dor, tudo foi embora, é como se nunca tivesse acontecido. Tem muita coisa fora de balanço neste planeta, afinal é um planeta de terceira dimensão. Olhe quanta ganância, a enorme ganância. Nos EUA as pessoas ricas estão ficando cada vez mais ricas e todos os outros estão sofrendo, isso é bem visível lá. Não é justo. Nós vivemos neste plano para ter estas experiências e passamos pelas experiências que escolhemos para aprender.

Miklos Burger – Ainda assim, tem momentos que existe um desejo verdadeiro do coração de dar a mão a alguém.

Christine Day – Eu também as vezes eu tenho uma necessidade grande de passar mais tempo com uma pessoa, ou mesmo dar algo financeiramente, então eu dou e sigo com o meu fluxo. Mas isso é um acordo espontâneo. É muito diferente. (Tradução do Miklos:
“Então ficou muito claro, quando você tem desejo do coração de ajudar financeiramente alguém, isso é válido, é muito diferente do condicionamento de fazer algo porque você tem que ser bonzinho”) Entenda, muitas pessoas ricas estão sofrendo mais que aquelas que estão famintas. Estão em dor mais profunda. E uma dor profunda dentro pode ser muito pior que a fome. Como se pode medir o sofrimento? Essa pessoa se esconde de todos. Todos nós temos nossas experiências aqui, e nossa função é nos encontrarnos, voltarmos a simplesmente ser. É isso que dissemos que faríamos nesse período de vida, seja onde estejamos. Observe, eu posso ir para a África e não comer nada, e ainda assim ser alimentada pelas forças da natureza, eu não teria fome. As pessoas lá poderiam fazer a mesma coisa, estão também cercadas pela forças da natureza. Mas elas escolheram estar na experiência da fome, elas escolheram esta experiência.

Myrthes Castanheira: Eu pertenço a uma organização que ajuda pessoas na África e eu entendo o trabalho dela. Essa organização trabalha em locais que sofrem ataques terrorista ou mesmo locais de guerra. Existe outro papel para as pessoas que foram mandadas para guerra?

Christine Day: Sim, passamos por todos os papeis em vidas anteriores. Em outros momentos nós fomos os estupradores, ou fomos as vítimas, todos tivemos estes papeis. E esse é o papel das pessoas que nasceram em países assim, países em guerra.

Marcos Hirata: E ajudar não seria por si só um papel também?
Christine Day: Não se a vontade de ajudar for uma alternativa para escapar da própria dor. Se for um chamado profundo, como algo que você realmente tem que fazer, faça. Eu por exemplo recebi um chamado para ir à Bósnia, e fui, por quatro dias. Eu fui guiada, e fui. Foi uma experiência extrema. Eu tinha que estar lá, tinha que ancorar uma energia lá. Se você for chamado, de forma clara, e se não for algo decorrente da mente do ego,
“eu tenho que ir lá, ajudar as pessoas famintas”, e você não se ajuda, e você está em dor, gritando por dentro (não tem como de fato fazer nada), esta é a diferença. No fundo você estar usando a dor do outro para encobrir a sua própria dor.

(comentários inaudíveis)

Christine Day: Em relação às distintas experiências, não existe nada errado, são experiências. Você pode escolher viver o que quer que seja e sofrer pelo resto da vida, mas não é isso que você veio fazer nesta vida. Não existe errado, é apenas a compreensão do quadro maior sem a ilusão.

Myrthes Castanheira: Em experiências de guerras, têm pessoas que querem sair dessa situação, quebrar com o sistema, simplesmente sair da situação. Ao mesmo tempo existe o papel a ser vivido, neste caso, isso seria uma fuga?

Christine Day: Elas estão escolhendo outra experiência. Escolhem não mais fazer parte disso.

Jonas José: Parece que é tudo rotulado, é isso ou aquilo, fuga ou não fuga. Na verdade se a gente ajuda alguém é porque se tem algum ganho com aquilo, não é pelo outro.

Christine Day: As vezes, se você tem um chamado e você está seguindo o seu fluxo, então está claro. Mas de outras maneiras não. O importante é estar conectado consigo mesmo enquanto você faz. Quando estou aqui, estou comigo mesmo, estou respirando, me expandindo, me transformando e me abrindo. Se estivesse desconectada de mim mesma e estivesse aqui só para ajudar vocês, eu não estaria fazendo meu trabalho. Estamos falando aqui do mundo sem a ilusão, então você faz o que quiser, não existe certo nem errado. Perceba como esse mundo de fato funciona sem a ilusão. É importante entender isso. E a partir daí cada um decide o que fazer com essa informação. Não existem caminhos errados, existe apenas a compreensão da verdade. Quando se deixa a ilusão para trás você se direciona a experiência da própria verdade. E começa a se alinhar e se iluminar. Se você ainda quiser ficar apegado ao sofrimento dos outros e aos próprios, está bem. Apenas compreenda que se você se apegar ao sofrimento daqueles na África, você estará se apegando ainda mais à ilusão. E aí você se engancha mais na sua própria ilusão. Mas você pode se soltar, e é disto que estamos falando aqui. Caso contrário você começa a se desestruturar, quebrar a sua própria história. É isso que puxa o tapete debaixo de nossos próprios pés. “
Meu Deus, o que eu estou fazendo aqui?” E você começa a se analisar mais profundamente.

Graça Martins – Eu penso, eu concordo plenamente, que essas organizações internacionais se se observa o tanto de dinheiro, de vaidade, parece até ter uma conotação com as indulgências da idade média. O resultado em detrimento da quantidade de dinheiro que mobiliza é muito pouco.

Christine Day – Isso não tem muita relação com o que temos conversado, temos conversado sobre a crença de salvar as pessoas, quando elas na verdade fizeram um pré-acordo para vivenciar o que estão passando. É na profundidade do sofrimento que as pessoas buscam algo a mais e encontram a elas mesmas. E como é que você vai medir o sofrimento? Você se depara com uma pessoa abastada que está sofrendo muito e uma pessoa faminta sofrendo, como você mede isto? Há muitas dinâmicas envolvidas, cheias de armadilhas da mente do ego.

Paulo Heldt – Seguindo a linha de raciocínio do Gilberto, o estado para chegar na cconsciência plena não seria mais uma obra da graça do que aquele esforço de meditar, fazer terapia e ainda assim não sair do lugar a vida toda.

Christine Day – Não tem a ver com fazer força, tem a ver com ser e estar disposto a desapegar-se das ilusões que a mente do ego vai retroalimentando. E você não precisa fazer nada, faça o que você quer fazer, todos nós temos os nossos papeis aqui. E você pode fazer nada, absolutamente nada, e está certo também, pois essa é sua experiência.

Dolores Guerrero – Entendo que quando eu quero realmente sair do sofrimento, é a partir do do pedido que eu faço que realmente vem a ajuda.

Christine Day – Esse é um pensamento antiquado nessa época. Em nosso tempo temos que participar conscientemente, já passou a época que pedíamos e surgia alguém e nos salvava. Isso é relegar seu poder próprio. Na nova era devemos voltar a nós mesmo, reassumir a nós mesmos. Em tempos remotos era assim, você suplicava para alguém te ajudar. Agora somos solicitados para conscientemente voltarmos a nós mesmos, e nos abrir, e os dons que estão em nosso plano hoje nos auxiliam. Temos uma força incrível nos auxiliando desde os reinos espirituais para que possamos cumprir a nossa missão, mas não podemos pedir que alguém nos salve. Nós temos a habilidade agora de fazer uma escolha e dizer sim, e dar um passo à frente com consciência.

D’Gecila Oliveira – Interessante que eu desejei exatamente essa conversa, nós precisamos do corpo físico para fazer esse movimento de busca?

Christine Day – Sim, nós precisamos, pois parte do despertar que está acontecendo no planeta agora tem a ver com a transformação no que tange nosso aspecto humano. Isso quer dizer sair de perspectiva do plano tridimensional de autocondenação para uma relação de quarta e quinta dimensão de amor, de compaixão e de paciência com nós mesmos. Isso é parte do processo de iluminação. Sem o corpo não estaríamos aqui. Ao mesmo tempo, a medida que corpo físico é modificado, nós começamos novamente a nos alinhar conscientemente com a nossa própria natureza espiritual divina. Então vivemos um despertar espiritual divino neste período de vida. Não podemos ignorar isto porque não poderemos convergir à iluminação se estamos em processo de separação com nossa própria essência. É isso que precisamos observar, a gente não pode entrar em pleno despertar espiritual com separação dentro de nós, enquanto estamos nos condenando. Você não precisa ser perfeito, precisa apenas estar em um estado onde você se encontra mais suscetível às energias de quarta e quinta dimensão. Quando isso ocorre tudo mais cai, é sublimado, e essa foi minha experiência dois anos atrás. Quando você atingir esse momento de consciência, tudo mais, todas as barreiras caem, sejam as amarras emocionais, sejam os emaranhados físicos.

Amneris Martins – Eu caio sempre neste impasse, em relação às minhas filhas até que ponto eu tenho que aceitar a jornada delas.

Christine Day – Em todos os momentos, porque a jornada é delas. Perceba, você tem que entender e respeitar o fato que elas têm o direito às próprias jornadas, e você não tem muito com isso, pois é a experiência delas. E é o que elas vieram fazer. Nosso papel é amá-las, não importa o quê. Você não precisa concordar com tudo que elas fazem, apenas as ame. E é por meio do amor que nós temos é que eles podem continuar a dar os passos, os próprios passos, da forma como nós demos os nossos. Isso significa os honrar. Eles têm a mesma capacidade, ou mesmo uma capacidade maior que as nossas próprias capacidades, de levarem a si mesmos, onde quer que seja, quando estiverem prontos. Eu tenho os meus três filhos que em maior parte estão completamente inconscientes do próprio despertar, e nunca levo nada disto a nenhum deles, eu os honro por serem quem são e os amo acima de tudo. (Christine se emociona) Isso é muito importante. Eu os amo muito e eles sabem disso. E isso é o que devemos fazer em relação a todas as pessoas, amá-las. Isto não quer dizer concordar com tudo que fazem ou se meter em seus assuntos particulares.

Míriam Melo – Eu tenho percebido na minha curta caminhada com Frequências de Brilho que mesmo que eu toque apenas uma vez alguém, eu sinto uma mudança, algo acontece, sinto que algo vai acontecer e de fato ocorre.

Christine Day – Isso é verdade.

Míriam Melo – Se eu sinto que em qualquer outra região ou país existem pessoas que se beneficiariam deste trabalho, não mudaria um pouco do campo energético?

Christine Day – E quem disse que isso precisa mudar? Mas veja, se você tem um chamado forte para ir à África, da mesma forma que eu fui para Bósnia, para ancorar a energia, eu iria sem dúvida. Porque isso seria certo. Se esse for seu chamado, as vidas que você tocar serão mudadas da forma que precisam ser mudadas, e isso seria o cumprimento de acordo pré-estabelecido de ir lá e tocar algumas pessoas. E você pode confiar nisto, totalmente, é parte de sua jornada e de sua experiência, mudaria você e mudaria pessoas lá. Mas isso é uma coisa, outra é você afirmar “
vou salvar as pessoas famintas” (tom de superioridade, prepotência), é diferente.

Míriam Melo – Não, é mudar a consciência, seria fazer uma pequena mudança.

Christine Day – É uma energia diferente (“
vou salvaras pessoas famintas), é algo que decorre do ego, e sua energia é diferente, apenas perceba a diferença.

Guaraciara Maia – Pelo que entendo, tudo é permitido, tudo está certo.

Christine Day – Sim, porque a morte não existe. As pessoas têm a sua experiência, elas morrem, e sabe o quê, elas não morreram.

Guaraciara Maia – Nós temos dois caminhos, pelo coração e pela mente. Se escolhemos pela mente estamos na ilusão, se escolhemos pelo coração estamos na verdade.

Christine Day – Exatamente. Simples.

(risos)

Leonardo Vaz de Oliveira – Simples é uma coisa, fácil é outra.

Christine Day – Bem, não é fácil por conta da mente do ego. É por isso que você tem que estar atento e presente, em todos os momentos que te for possível. E entenda que você não precisa fazer isso de forma perfeita, mas todo o momento em que você estiver em seu coração você se transforma. Faça um momento por dia, você já dá um passo, lembre-se disso. Não é questão de tudo ou nada, isso é interferência da mente. Se você se colocar um peso enorme você se dará conta que não tem condição de cumprir, e não fará nada. Não é assim. Dê-se um momentinho todas as manhãs. Pare, ponha a mão no coração, sinta-se presente, respire, e isso é o suficiente. Isso transformará seu campo energético e as células em seu corpo. Dê a você esse momento, e é o suficiente. A mente do ego faz o contrário, “
tudo ou nada”, e isso é uma avalanche e você conclui que não é capaz. Você tem que sorrir e rir do ego, com o que faz conosco. Eu mesma não conseguiria, com certeza. Então, só um momento. E depois talvez um momento de manhã e depois outro momento de tarde. E você percebe a transformação.

Graça Martins – Eu sinto que a gratidão em relação a cada passo dado ancora a energia e te conduz.

Christine Day – Sim, sem dúvida. E reconhecer isso recompensa você de muitas maneiras. É seu, para você, não de mais ninguém, é seu. E temos tão pouco disso no nosso mundo de terceira dimensão. Tudo foi designado para nós, mas nós mudamos isso.

Maura Alves – Tenho a sensação que além desta abertura, de ter essa compreensão em cada momento, é importante sustentar isso, o que é difícil.

Christine Day – Sim, claro. Mas receba a si mesma, receba você mesma. Por isso precisa prestar atenção quando estiver recebendo a própria luz, você dando nascimento a você mesma. Por tanto tempo entendemos isso como algo externo a nós, mas a verdade é que se encontra dentro da gente. É a sua consciência entrando.

Maura Alves – Ainda assim, eu acho difícil. É difícil entender que a ajuda esta aqui dentro de mim.

Christine Day – Você não pode dizer que está só dentro de você, você está em todos os lugares, você é todas as coisas, o que você precisa vem de fato de seu aspecto divino. Eu sei como é difícil, a mente do ego muitas vezes diz que você não vale nada. Ela não diz o quão bonita e gloriosa você realmente é. O quão linda você é. O quão preciosa você é. A verdadeira dádiva para o mundo que você é. E isso é a verdade. E essa verdade é muito bela.


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