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Importância do Perdão

Consciência



A Importância do Perdão


Por que situações negativas e incidentes ruins acontecem conosco? Por que nos ocorre eventos estranhos que por vezes repetem-se várias e várias vezes, os quais não gostamos e que nos fazem mal? Como é possível sair desse ciclo, respirar aliviado e ter uma vida leve e fluida?

Este artigo discorre uma posição particular sobre o tema em duas distintas vertentes: a primeira teoriza o que muito de nós entendemos por carma, por que e como atraímos este ou aquele fenômeno; a segunda ilustra um entendimento simples – embora não necessariamente fácil – de como nos livrar dos mais diversos emaranhados que nos impedem de ter uma vida plena e abundante.

De forma simplificada, definiremos campo energético como um espaço específico que circunda um corpo e sobre o qual exerce determinadas propriedades. Desta forma, um campo elétrico existe em torno de um corpo que tem carga elétrica, um campo gravitacional existe em torno de um campo que possui massa e um campo magnético existe em torno de um corpo que favorece essas propriedades.

Quando um corpo penetra um espaço onde já existe um campo, este corpo passa a sofrer sua ação. Para ilustrar, se um imã penetra no campo de outro objeto magnetizado, este será atraído se possuir pólo distinto ou repelido se possui pólo idêntico. Em detrimento do que ocorre, está claro que algo ocorre.

É fundamental entendermos que nós possuímos um campo magnético a nossa volta, e, por meio dele, interagimos com o nosso entorno e com todas as demais pessoas. Simpatias e aversões, desconfianças e afinidades decorrem das atrações ou repulsões de nosso campo magnético pessoal. Às vezes temos uma intuição de que algo está preste a ocorrer, é o nosso campo magnético que se adianta em relação ao nosso campo sensorial.

O nosso planeta vive uma realidade que convencionou-se chamar de “terceira dimensão”. Vivemos a dualidade: abundância e escassez, euforia e depressão, completude e solidão, amor e medo. Lembrando ou não, todos nós concordamos em estar aqui e passar pelas mais diversas experiências, sejam positivas ou negativas, ao longo de nossos ciclos de vida.

Quando vivenciamos uma situação adversa, nosso campo sofre um baque e o “vazamento” energético nos deixa preso àquele evento, naquele ponto do espaço-tempo. Os sentimentos que nos deixam aprisionados são sempre de baixa vibração: culpa, vergonha, medo, raiva, vingança, dentre outros tantos. E, ao seguirmos em frente sem nos curarmos, o buraco energético continuará presente em nosso campo mórfico. Imagino que se pudéssemos visualizar os campos das pessoas veríamos algo como tecidos com diversos furos ou rasgos.

Dependendo da intensidade da experiência, estas fendas serão maiores ou menores, mas o fato é um e não pode ser mudado – os espaços vazios em nossa alma precisam ser preenchidos para que possamos ter nossa integridade restituída. Nossa sintonia plena com o universo, com a unicidade, com o amor foi rompida e ela precisa ser refeita. Está criado, então, o carma.

A partir de então começamos a atrair para nós experiências semelhantes às que causaram os traumas em nossos campos. Essas experiências são novas oportunidades que nos impelem a lidar com o que não fomos capazes em momentos anteriores, e nos obrigam a agir, a sentir, a olhar para dentro de nós mesmo, nos amplia a percepção e expande a consciência.

Agora que vislumbramos a possibilidade de entender a razão de algo nos ocorrer, como é possível sublimar estas experiências? Como posso escapar destes eventos que para muitos de nós pode parecer um fardo demasiado pesado e um ciclo sem fim?

Antes de mais nada, é interessante esclarecer que nós somos responsáveis por absolutamente tudo que nos ocorre. Pode parecer insensato alegar que as vivências negativas são decorrentes de nossa própria vontade. Estas experiências, entretanto, são parte de um contrato que firmamos com nós mesmos, pela nossa parte mais alinhada à Luz, antes dessa vida, para que possamos nos deparar com o que mais nos faz falta e assim buscar o que nos completa.

Nós não somos vítimas, nunca fomos, nenhum de nós é. Entender isso é um primeiro e importantíssimo passo para que possamos ter de volta o poder que nos é inerente.

Quando a gente observa os problemas no nosso planeta, como as grandes corporações que só visam o lucro e manipulam e destroem o entorno; ou os políticos corruptos que, por meio de condutas desviantes, retiram-nos o que é nosso em benefício próprio; por mais surpreendente que esse pensamento pareça, eles estão aqui por consentimento e graça divina. Eles estão em nosso meio, interferindo em nossas vidas porque os atraímos, eles ocupam uma função importantíssima que é estimular evolução da consciência. E então agimos e materializamos outra realidade.

E, assim, as experiências negativas vão se repetir enquanto elas nos forem úteis. Uma vez que uma experiência passa por ti sem ficar entupida dentro de seu ser, retida em suas emoções – e você abençoa, libera, aceita e ama – cada vez mais essas experiências negativas não mais se repetirão, porque você não vai mais tirar nada de valor para si mesmo.

Podemos comparar as inúmeras experiências negativas pelas quais passamos a um elástico. Cada experiência que nos afeta é um pouco mais que puxamos o elástico. E nós puxamos – ficamos frustrados, estamos impotentes, temos raiva; e puxamos – quero me vingar, mostrar de fato quem eu sou; e cada vez puxamos mais – sou eu quem controlo a situação, a minha vida... E então nos damos conta do que estamos fazendo, tomamos consciência e aprendemos a lição. E, proporcionalmente, o tanto que forçamos o elástico, o tanto que puxamos, quando decidirmos soltar, mais rápido e com mais força ele vai para o extremo oposto do que vivenciamos. E vem o alívio. E assim é nossa existência.

Pode-se ler em João 14:12 que “
Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque irá para junto do Pai.”

E o Pai é o Universo, é o Cosmos, é a Consciência e o Amor, é a relação que eu mantenho com o próximo. Quando você vai ao Pai você obtém a paz, você transcende a dualidade do mundo, que diz o que é do bem ou do mal, o que é certo ou que é errado, o que é luz ou o que é escuridão.

E você passa a entender então que as pessoas do passado que te controlaram são justamente as mesmas que te possibilitaram a estar hoje em uma posição na qual você, de pé, pode dizer “não”. E dizer “não” sem raiva ou qualquer outro sentimento, mas com perdão dentro de si.

E é justamente no perdão que se encontra o rompimento do ciclo cármico. O perdão desmorona o tempo. E tempo é o único fator impeditivo que separa o você de hoje do você reunificado com seu ser divino, o Criador Infinito, o Amor Consciente do qual todo o universo foi criado, Deus. Você pode perdoar todos os que te magoaram, você pode perdoar a si mesmo por não ter visto a verdade e a beleza de sua própria perfeição.

Quando você perceber essa verdade, essa beleza, você perceberá que existe apenas um de nós aqui. Você é a luz, você é o Amor, você é o Criador Infinito. Você é o estado contínuo de tornar-se.

E sempre foi assim, é assim hoje, e, da mesma forma, será assim sempre. Não existe nada mais, não existe ninguém mais. Existe apenas um de nós aqui.

Assim, desapegue-se e aprenda verdadeiramente a ser você. Entenda que como humano você é perfeitamente imperfeito, e, justamente por isso, tenha-se com respeito. Segure-se com carinho. Sinta-se com amor. Perdoe os outros e perdoe, principalmente, a si mesmo.



Leonardo Britto Vaz de Oliveira
16 de novembro de 2011



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